9 de outubro de 2013

Beastie Boys - Hot Sauce Committee Part Two


Os Beastie Boys continuam uns autênticos garotos. Fenômeno paranormal de resistência à velhice, um dos mais influentes de hip hop de brancos de toda a história, mantém viva aquela telepatia única entre os três mc`s: a voz rouca Adam Yauch, a entoação trocista de Adam Horovitz e o tom mais amiudado de Mike D.


O habitual espaçamento entre os discos de originais (em média, intervalos de 5 anos) poderia enferrujar a dinâmica do grupo, mas nada disso acontece. A força da festa do beatbox dos Beasties que nos reproduz "Hot Sauce Committee Part Two" é um remédio anímico que faz até esquecer o drama que envolveu Adam Yauch, que faleceu vítima de câncer nas glândulas salivares, obrigou o seu grupo a uma troca de planos e causou um adiamento sucessivo da edição do sétimo álbum de estúdio.

"Hot Sauce Committee Part Two" é excitante mesmo que nada mude nos procedimentos do grupo. Está lá o mesmo rap a velocidade de foguetão; a habitual intervenção do estranho homem-robô naquele triângulo vocal; a carregada artilharia de samples; punk-hardcore; aqueles instrumentais que sugerem aquilo que deveria ser a música de elevador; a arte de converter o assunto mundano e a competição de narcisismos num rap contagiante; ou  Nova Iorque como cenário.

Nem falta mesmo o apoio de velhos colaboradores como Mix Master Mike nos pratos e Money Mark nos teclados. O grandioso patrimônio musical dos Beastie Boys impede que a metodologia recorrente se transforme numa insipidez rotineira. Antes pelo contrário, provocam a euforia como se ainda estivessem a começar. E ainda há o picante das intervenções convidadas: Nas mete a colherada em 'Too Many Rappers'; Santigold contracena com os Beasties na frequência afrobeat de 'Don't Play No Game That I Can't Win'.


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