23 de agosto de 2013

Intestino e a ayurveda



O Intestino - A saúde do intestino grosso e a vitalidade do nosso organismo caminham de mão dadas – diria que atadas. Não é de espantar que o ínicio de todo tratamento ayurvédico preconiza a regulação intestinal.
Para a ayurveda o cólon é a sede do dosha vata, onde todos os desequilíbrios nos outros doshas tendem a nascer. Iniciam em vata, pois é o elemento que coordena de forma inteligente através do sistema nervoso os outros elementos. Vata é o cólon. Quando vata está desequilibrado desencadeia uma série de problemas de saúde físicos e psíquicos. O cólon além de ser um órgão de limpeza e excreção de resíduos do organismo possui um complexo sistema regulador que suporta a flora intestinal.
Este conjunto inteligente de bactérias está presente em seu interior e é responsável pela harmonia de funções digestivas, endócrinas e imunológicas além de trabalhar no processo  de absorção de nutrientes. Uma verdadeira central de inteligência com profunda responsabilidade pela saúde integral do organismo.

O intestino, é considerado um núcleo de funções psíquicas, sendo que 95% da serotonina, substância responsável pela sensação de bem estar é produzida em seu interior. Quando desequilibrado interfere na capacidade de tomar decisões e sintomas como  instabilidade, medo e insegurança, sensação de exaustão mesmo após descanso, hiperatividade e déficit de atenção são sintomas comuns de serem observados. Tristeza e depressão também podem assim ser ligados ao seu desequilíbrio.
O declínio da saúde do corpo está profundamente relacionado a saúde do cólon e pode-se facilmente observar que a maior parte das doenças tem origem na irresponsabilidade alimentar. Sabemos que a base de uma função intestinal harmoniosa são as bactérias presentes na anatomia inteligente do intestino - anatômicamente as microvilosidades deste órgão são permeadas por milhões de bactérias. O principal fator perturbador desta ordem interna está na ingesta de alimentos tóxicos que matam estas bactérias e permitem que outras formas vivas, também bactérias, se instalem na região matando a “boa flora” e transformando o intestino em um produtor de toxinas que vão passar a circular através do sistema sanguíneo envenenando e poluindo o corpo e a mente e provocando as mais variadas desordens que vão de simples gases e depressão do sistema imunológico à condições psicológicas perturbadoras. Quando este quadro  de desequilíbrio da flora está associado com constipação, a carga tóxica que pode estar circulando tende a tornar-se ainda mais intensa, além de levar ao intestino a pedir ajuda aos outros órgãos que trabalham como depuradores e excretores - como por exemplo a pele e o rim onde obsevamos vitalidade e beleza, sobrecarregando assim outros sistemas.
Abaixo segue parte de um texto muito interessante, de autoria do Dr. Alberto Gonzalez sobre a relação da alimentação, flora intestinal e sistema imunológico.

A paz é intestinal


Por Dr. Alberto Gonzalez
O sistema digestivo, após uma refeição, usa de todos os recursos para obter os nutrientes que irão sustentar a vida. Basicamente são: enzimas que degradam gorduras, proteínas e carboidratos, ácidos e bases para 'digerir' grandes moléculas, emulsificantes, quelantes, um verdadeiro laboratório bioquímico, à nossa disposição. Tudo funcionando naturalmente, permitindo que aquilo que usamos como alimento possa ser transformado em nutrição e energia.
O tubo digestivo deve ter a capacidade de selecionar o que é bom (nutrição) e o que é ruim (excreção). Defender-se de um intruso com más intenções, e manter os que pegam carona e nos ajudam: das bactérias. São em média um quatrilhão de bactérias que, dependendo da alimentação, podem ser grandes amigas ou grandes inimigas da saúde.
Para manter essa enorme população de bactérias, nem sempre pacíficas, as paredes do tubo digestivo contam com a maior massa de tecido do corpo humano: o sistema de células M e as placas de Peyer. Esse sistema imunológico pode identificar e destruir microorganismos e moléculas que não nos servem ou selecionar e absorver moléculas complexas que sejam necessárias à economia e saúde do organismo.
Os processos digestório e imunológico permitem a absorção de enzimas da dieta, e podem neutralizar e destruir bactérias nocivas ou relacionar-se diplomaticamente com elas, e até dar suporte a populações de bactérias benéficas.
Se ingerirmos alimentos cozidos antes de um exame de sangue (café com leite e pão com manteiga por exemplo), nosso corpo iniciará uma resposta imune que eleva a contagem de glóbulos brancos a um valor parecido ao de uma apendicite aguda. Essa resposta orgânica é chamada de leucocitose digestiva. É por isso que os laboratórios pedem sempre que se fique em jejum antes de um exame de sangue. Esse fato, entretanto, não ocorre após a ingestão de alimentos crus.
As bactérias podem gerar efeitos diametralmente opostos na nutrição e vitalidade, dependendo do seu gênero:
• Benéficas: trabalharão incessantemente fermentando, degradando, digerindo, produzindo vitaminas (como as do complexo B), interferon (o mais potente remédio contra os vírus), antioxidantes, degradando colesterol nocivo e mantendo nosso sistema imune estável, saudável e ativo.
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Elas se nutrem basicamente de fibras e alimentos de origem vegetal, principalmente os íntegros,  maduros e frescos, ou seja, não refinados, cozidos, fritos, aditivados ou congelados.
• Nocivas: trabalharão incessantemente produzindo colesterol nocivo, enterotoxinas, produtos carcinogênicos e imunodepressores, radicais livres e tornando o sistema imune instável, deprimido e auto-agressivo.
Elas se nutrem de alimentos industrializados e vazios de nutrientes, açúcar, refinado( sacarose), farinhas e amidos refinados, aditivos sintéticos, produtos de origem animal.
Alimentando-se assim, mantemos em nosso intestino um viveiro de serpentes venenosas, que transformam tudo o que aparece em toxinas fortíssimas e degradam substâncias presentes nessa forma de dieta, em produtos que fabricam o câncer, podendo agir diretamente na parede do intestino ou ser absorvidos, gerando um enorme problema para nosso corpo se livrar. Causa surpresa que esses alimentos sejam considerados inofensivos pela Saúde Pública. (leia o artigo inteiro)
Alimentos que poluem o corpo e a mente:
- carnes de produção convencional onde os animais são bombardeados com vacinas e antibióticos que matam a beleza do intestino além de entrarem rapidamente em putrefação produzindo lixo para o sangue.
- Alimentos industrializados ricos em conservantes, conservadores e anti-fúnicos que ajudam a exterminar a flora.
- Açúcar e toda espécie de alimentos refinados que acidificam o sangue e destroem o equilíbrio do ph interno do organismo humano.
 Uma alimentação baseada em nos itens acima, não só destroem a flora intestinal mas também desvitalizam o sistema imunológico, deixando assim o corpo exposto á infecções por outras variedades de vírus e bactérias nocivos. Outro fator relevante na destruição da flora é o uso constante de antibióticos e antimicóticos.

Intestino que não Flui - constipação

Para a ayurveda, a saúde do intestino está intimamente ligada ao nosso ritmo. Sendo o cólon a sede física do dosha vata - humor do ar e do éter, e seu desequilíbrio provocado pela inconstância e a instabilidade, a ayurveda recomenda rotina e alimentação anti-vata para quem apresenta intestino irregular, bem como o uso de ervas e limpezas intestinais periodicas. A alimentação para que sofre de prisão de ventre deve ser úmida, com uso de óleos vegetais ou ghee para facilitar a lubrificação do bolo fecal em maior quantidade.
A alimentação anti-vata é caracterizada por conter alimentos bem cozidos mas cabe aqui comentar que a ingesta de alimentos crus e brotos é de extrema importância devido a presença de enzimas reguladoras que são perdidas durante o cozimento. Conselho: cozinhe bem os grãos e leguminosas, deixando-as de molho em água por algumas horas, despresando a água do molho para evitar que formem gases quando consumidas, o cozimento a preparação apropriada permite que a fibra hidrate e não resseque o intestino. Tempere os legumes e saladas cruas com bastante azeite de oliva, tahine ou algum óleo virgem de sua preferência deixando-os “úmidos” como prevê a dieta anti-vata.
Ingerir chás de flores doces e água sempre em temperatura ambiente também é muito importante. A rotina deve ser observada de modo a facilitar com que o relógio intestinal se harmonize com o pessoal: deitar-se e levantar-se sempre no mesmo horário, de preferência acordar antes do horário do intestino que vai até as 7 horas da manhã e estabelecer um horário para as refeições é também de importância considerável para a configuração e marcação deste ritmo.
Na ayurveda, a erva mais recomendada para  regular o intestino é conhecida como triphala, que na verdade é um composto de três ervas:  Amalaki (Emblica officinalis), Bibhitaki (Terminalia bellirica), e Haritaki (Terminalia chebula). Mas existem outras ervas daqui muito interessantes e de ótimo desempenho como o ruibarbo (Rheum palmatum L.), o psyllium na imagem ao lado (psyllium Plantago psyllium L) e o óleo de mamona, sendo que o óleo não deve ser tomado sem orientação pois causa forte diarréia. O chá de sene (senna alexandrina) funciona, mas irrita o intestino e também não deve ser usado corriqueiramente pois pode causar dores abdominais bem intensas quando a dosagem e o tempo de tratamento não são observadados. O principal tratamento ayurvédico para o cólon é chamado de basti, indicado para pessoas com desequilíbrios crônicos de intestino e em casos de excesso do dosha vata.
Irritação crônica e mau humor são as condições mais comuns de quem está literalmente enfezado ou retendo fezes, por isso o melhor tratamento para esta condição é cuidar do intestino trazendo também à reflexão: o que está travado ou parado em mim? O que não consigo deixar ir embora? A que estou apegado?
Outros fatores relacionados a constipação é a falta de atividade física, o baixo consumo de água e alimentos integrais e/ou crus.

O que revela um intestino preso?

etafisicamente, a prisão de ventre pode revelar uma avareza para com a possibilidade de prosperidade e expansão da própria vida. Inclusive, é comum que pessoas que apresentam constipação crônica, tenham dificuldade de aprendizado e resistência para aceitar desafios.
Bem, comecemos pelo entendimento desta Fisiologia. A digestão humana completa requer cerca de 30 horas. Após deixar o estômago, o alimento penetra no duodeno (primeira parte do intestino delgado) e se move lentamente, até passar pelo jejuno e íleo (partes intermediária e distal do intestino delgado respectivamente), e alcançar o cólon (parte do intestino grosso), cerca de 24 horas após a ingestão.
No intestino delgado os “agentes químicos” transformam os alimentos em unidades elementares aproveitáveis (construtoras ou nutridoras) do organismo. Este caminho digestivo do ser humano mede cerca de 10 metros, com cada porção desempenhando um papel específico, na complexa tarefa de assimilação dos alimentos ingeridos. Este trajeto é relativamente longo para um mamífero, característica, aliás, própria dos herbívoros. Isso significa que uma alimentação baseada em vegetais é a mais adequada aos intestinos do homem.
Entretanto, se o alimento ingerido contém substâncias construtoras e nutritivas ou não, a mobilização energética para realizar todo o trabalho digestivo poderá ser assim:
Consumindo pouca energia em prol de elevado grau de nutrição, além de fácil excreção ou,Consumindo muita energia em prol de baixo ou zero grau de nutrição, complicada pela dificuldade de excreção.No caso “a” (figura acima - cólon saudável) o saldo energético será positivo. Elevada vitalidade e produtividade, ou seja, saúde com energia de sobra para realizar projetos e alcançar metas. No caso “b”(figura abaixo - cólon insano) irá faltar energia construtiva e nutritiva. Acontecerá a intoxicação, baixa produtividade e na continuidade, a doença.
A progressão através dos intestinos é comandada por contrações musculares que recebem o nome de “movimentos peristálticos”, e estão sob o controle do sistema nervoso vegetativo. Freqüentemente ocorre uma deficiência nessa complexa ação mecânica e a massa alimentar permanece mais tempo do que deveria em cada trecho, transtornando todo o “trânsito” digestivo.
Esse fenômeno ocorre com os que praticam os maus hábitos de vida, dando maior peso aos de vida sedentária e que se alimentam mal (baixo consumo de vegetais crus e integrais). O cólon fica “preguiçoso”, dilatado e incapacitado de cumprir bem as suas funções.
A prisão de ventre favorece a putrefação intestinal, com inevitável formação de gases. O longo tempo de permanência dos excretos (toxinas, impurezas e venenos) nos intestinos provoca a reabsorção dos mesmos pelas suas paredes, ocasionando uma intoxicação mais grave, podendo chegar a diferentes níveis de alergias, doença e até à morte.
Um intestino preso pode provocar as seguintes perturbações: infecções das vias urinárias (atenção especial às candidíases de repetição), infecções renais, infecções intestinais, problemas glandulares (tireóide, mamas, ovários, etc.), dificuldades circulatórias, digestivas, cutâneas, nervosas e finalmente mentais.
Segundo o professor Arnold Ehret, criador de uma dieta baseada na ingestão exclusiva de frutas, a doença é entre outras coisas uma tentativa desesperada do organismo para se livrar dos seus lixos tóxicos. Ele realizou pesquisas fantásticas sobre o uso do jejum regular e percebeu surpreso que as pessoas que permaneciam 20 dias sem ingerir qualquer alimento ainda expeliam fezes. Ele afirma que “o indivíduo de porte médio tem ao redor de 4-5 quilos de fezes sem eliminar, que envenenam continuamente sua circulação sangüínea, portanto, todo o organismo”.
O propósito de uma vida saudável (em todos os níveis de consciência) é ser cúmplice da sua harmonia metabólica: nutrir sadia e desintoxicação DIÁRIA. E é nos intestinos que tal fenômeno precisa acontecer de forma efetiva e rápida. No intestino delgado decide-se o que irá para a corrente sangüínea como nutrição e o que não passa pelo crivo deste sistema de seleção irá seguir seu caminho para o intestino grosso e posterior excreção na forma de fezes.
Na verdade, o intestino delgado é considerado pela Medicina Tradicional Chinesa (MTC) como um cérebro, uma central de inteligência "orgânica", onde se decide o que irá perpetuar a vida e o que irá ser eliminado, aliviando o organismo destes excretos e toxinas. Este é o motivo pelo qual a MTC valoriza tanto o pleno funcionamento deste sistema excretor. Lembrando que os mesmos maus hábitos que intoxicam o fígado também causam dificuldades aos intestinos.
Metafisicamente falando, um intestino preso revela uma recusa em largar velhas idéias, crenças ou emoções. Apego ao passado. Pode revelar um medo de abandonar o conhecido em prol do desconhecido. Este "medo" é até natural pois o novo costuma ser assustador, incerto. Entretanto ele não pode paralisar um processo que é natural: o crescer, o evoluir, o transformar-se. E para crescer, como no caso da lagosta, precisamos abandonar as velhas cascas, por mais seguras que sejam, para permitir uma versão mais crescida, mais confortável do Ser.
Um intestino preso pode revelar também uma avareza para com a possibilidade de prosperidade e expansão da própria vida. Inclusive, é comum que pessoas que apresentam constipação crônica, tenham dificuldade de aprendizado e resistência para aceitar desafios.

Cuidados de bom senso:

- Praticar uma dieta rica (50% mínimo) em alimentos do reino vegetal crus, frescos, integrais, com elevado teor de fibras e substâncias antioxidantes, logicamente isentos de agrotóxicos.
- Praticar em jejum e intervalos das refeições principais os sucos da Alimentação Desintoxicante.
- Fazer uso de chás desintoxicantes. Consumir diariamente cerca de 6-8 copos de líquidos entre sucos, chás e água.
- Ao despertar, antes de levantar, aproveitar para massagear carinhosamente a face, as palmas das mãos e o ventre com movimentos circulares. Sente na cama e massageie as pernas e sola dos pés. Nestes 5-10 minutos acontecerá um "despertar" estimulante de todo o sistema hepático, digestório e excretor.
- Praticar caminhadas matinais diárias - 30 minutos ou até transpirar - para estimular a desintoxicação geral e os movimentos peristálticos e,
- Dar-se tempo para ir ao banheiro com calma todas as manhãs ao levantar-se. Aproveite, enquanto espera, para conversar com seus apegos e medos. Acalmá-los, com gratidão, diante da iminente despedida!

A Saúde do Cólon

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Também conhecido como Intestino Grosso (IG), a saúde do Cólon guarda uma relação muito estreita com a saúde integral do corpo. Não somos partes e não devemos cuidar da saúde tratando somente os sintomas. Entretanto, segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), qualquer diagnóstico de doença e tratamento de cura, passa necessariamente pela avaliação de como está a saúde do Cólon.
Observar na figura que ele se diferencia por 3 partes: ascendente, transverso e descendente, parte esta que finaliza no ânus. Apesar do Cólon ser um importante órgão do sistema excretor, ele é também um órgão de digestão e uma central de decisões. Ele é responsável pela absorção de nutrientes, produção de nutrientes valiosos como algumas vitaminas, administrar a flora intestinal e muitas funções complexas que regulam a saúde do corpo na sua integridade.
É fácil entender porque a maioria das doenças têm ligação direta com a saúde do Cólon: quando consumimos alimentos muito processados, refinados, aditivados, irradiados e carentes de enzimas digestivas, o Cólon torna-se fragilizado e sem condições de funcionar apropriadamente e, aos poucos se torna doente. Diante de diários ou freqüentes maus hábitos alimentares, este sistema excretor não só passa a funcionar precariamente (só apagando incêndios), como a pedir ajuda aos demais sistemas (fígado, pulmões, rins e pele). Some a esta alimentação inadequada o estresse, as poluições, a falta de atividade física, e está pronto o coquetel intoxicante e o passaporte para o declínio da saúde.
A principal função do Cólon, logicamente integrado com o Intestino Delgado, é absorver nutrientes e eliminar excretos (resíduos alimentares, toxinas e venenos). Se o Cólon não está funcionando bem teremos:
1. Privação de nutrientes pela inabilidade do Cólon de absorvê-los. Ou seja, desnutrição e desvitalização.
2. Organismo com elevada carga de toxinas e venenos que deveriam ser excretados rápida e eficientemente. Ou seja, sintonia com a densidade, seres oportunistas que se alimentam dos excretos e doença: as bactérias nocivas (ver abaixo).
3. Sistema Excretor em colapso que pede ajuda aos demais sistemas excretores = descompensação energética.
4. Diante de maus hábitos de vida e alimentares o Cólon deixa de atuar como uma central de inteligência, nutrição e saúde e passa a atuar como um lixão que não tem para onde crescer, carregado com matéria em decomposição, descargas tóxicas, gases abundantes e tóxicos, parasitas e outras condições alarmantes. Estimativas apontam que cerca de 90% da sociedade moderna - dos alimentos refinados, fast food e sedativos como açúcar, café, álcool e muita carne - apresentam este sistema excretor com seu funcionamento comprometido em alguma extensão, o que leva às taxas crescentes das chamadas 'doenças modernas'.

Principais fatores que facilitam as enfermidades do Cólon

Bactérias nocivas - O Cólon é um campo natural para reprodução de bactérias. É no Cólon saudável que reside a Flora intestinal ou microbiota. Sem a Flora intestinal o Cólon perde suas funções. Mas, em um Cólon doente podem co-existir, basicamente, dois tipos de bactérias: as saudáveis dominadas pelas nocivas. As saudáveis são as lactobactérias, que se alimentam do bolo alimentar pré-digerido (no estômago e intestino delgado) e geram nutrientes valiosos como a vitamina K e as vitaminas do complexo B, incluindo a B12. Uma lactobactéria que todos conhecem é a acidófila, que é responsável por manter as bactérias nocivas sob controle.
Entretanto, quando os maus hábitos abundam, o Cólon fica sobrecarregado de bactérias nocivas que causam putrefação, gases e doença. Um Cólon doente não consegue produzir uma flora intestinal saudável, ou seja, um sistema imune ativo, atuante.
Para sanar a doença toma-se antibióticos, que só pioram a situação, encorajando o crescimento de mais bactérias nocivas, deprimindo o sistema imunológico desestabilizando a presença das saudáveis lactobactérias. Pronto: o Cólon passa a ser um perfeito campo de reprodução de parasitas e doenças.
Neste momento torna-se URGENTE uma prática desintoxicante associada com a implementação de novos hábitos de alimentação e de vida. Remédios alopáticos não resolverão a causa, portanto a doença seguirá instalada como uma bomba pronta para crescer ou voltar a eclodir.
Material endurecido - Quando o Cólon não elimina seus excretos regular e eficientemente, este material começa, ao longo do tempo, a ser compactado e endurecer nas suas paredes, se tornando cada vez mais duro e espesso. O resultado final é que existem pessoas carregando, em seu Cólon, desde algumas gramas até quilos - observado em autópsias - destas placas endurecidas.
Este material fecal endurecido faz com que o Cólon esteja constantemente re-absorvendo substâncias altamente tóxicas que passam a circular no sangue. A corrente sanguínea é a circulação da vida. Se o sangue está continuamente poluído, com refugos e toxinas de um Cólon impotentemente doentio, doença no corpo inteiro será inevitável.
Lembrando que um Cólon doente apresenta cada vez maior dificuldade para absorver nutrientes eficientemente, pois lhe falta flora intestinal e acesso a estas substâncias da vida. Conclusão: corpo desnutrido e intoxicação generalizada.
Parasitas - Acredito que mais de 90% da população têm parasitas. Portanto, um quadro muito mais comum do que possamos imaginar. Parasitas são "grupos de limpeza" enviados pela mãe natureza para reciclar materiais em decomposição. Ou seja, não adianta tomar remédio para parasitas, sem antes remover suas cargas tóxicas e excretos naturais do dia-a-dia, armazenados no Cólon, por dias e até anos, pelos maus hábitos alimentares e de vida.
Parasitas são especialistas em drenar energias, roubando do organismo os nutrientes que iriam para a corrente sanguínea e nutrição do organismo. Os parasitas se instalam nessas paredes compactadas, e alguns deles chegam até as camadas externas da parede do Cólon. Eles podem ser muito persistentes e levar muito tempo para serem completamente expelidos.
A forma mais eficiente de eliminar tais desordens e restabelecer a saúde do Cólon é resgatar hábitos saudáveis de vida - como a atividade física -, de alimentação e desintoxicação diária através de sucos, chás e sopas desintoxicantes, alimentação crua e viva.
Gases e constipação - Os gases são sintomas de que a digestão está com problemas, o intestino delgado e o Cólon também. Fermentações estão acontecendo de forma exagerada, sinalizando que todo o processo digestivo (das escolhas e combinações alimentares, do mastigar ao evacuar) está com dificuldades.
A constipação sinaliza que tudo está congestionado, parado, travado.
Estresse total, desequilíbrio nutricional e metabólico, podendo desencadear uma série de doenças: deficiência imunológica, diverticulite, colite, hemorróidas, alergias, mau-humor e irritação crônica, distúrbios de aprendizado e atenção etc.
Alimentos que não estão sendo digeridos causam estas condições dentro do Cólon, produzindo uma combinação de gases tóxicos, falta de fluidez (água) e reações químicas venenosas.
As causas das desordens digestivas são diversas: comer em excesso, alimentos muito processados e cozidos com elevada deficiência de enzimas digestivas e combinação inadequada de alimentos, que ao ser freqüente só pioram a situação.
Alguns passos simples para se trazer o Cólon de volta à saúde
1. Aumentar o consumo (mínimo 50%) de alimentos crus e vivos, ricos em enzimas, que são altamente energéticos e fáceis de digerir.
2. Praticar hábitos de desintoxicação diária através de sucos, chás, lanches e sopas desintoxicantes, como sugerido pela prática da Alimentação Desintoxicante.
3. Praticar o consumo diário de refeições Crua e Viva, produzindo seus próprios germinados, fermentados e caldos enzimáticos.
4. Praticar a limpeza do Cólon através dos enemas planejados e monitorados por quem tem experiência.

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