11 de dezembro de 2012

Dicas para driblar o apagão aéreo



Causas do apagão aéreo no Brasil

A cena se repete: um senhor enfartando na fila, várias crianças chorando, uma delas com a fralda suja e por trocar, pessoas gritando, xingando, caras vermelhas suando pura cólera, um sujo estudante barbudo dormindo no chão, um executivo falando aos berros no celular. O voo, cancelado e sem expectativas reais de sair do chão. As agentes de aeroporto estão todas descabeladas, tentando conter o ânimo dos mais exaltados e manter a própria sanidade mental.
Esta é a dantesca descrição do inferno previsto para os próximos seis anos na aviação brasileira.
A demanda de voos cresceu, hoje a classe C viaja mais e um sem número (me disseram 10.000) de pessoas voarão pela primeira vez até o final do ano. Aeronaves não faltam, mas faltam coberturas de radar, renovação e ampliação de aeroportos, novos aeródromos, mão-de-obra especializada, regulamentação simples e eficiente.
O projeto SIVAM já ampliou muito a cobertura da região norte do Brasil, mas o triste incidente do voo Gol 1907 e o Legacy provou que há ainda muitas manchas cegas no espaço aéreo. Também demonstrou que o controle estatal (militar) nas torres de controle provou ser ineficiente: profissionais mau-pagos, estressados, sem qualificações mesmo linguística, mantidos em um regime de semi-prisão.
Pensam em construir novos aeroportos em São Paulo, folgando o já encoberto pela cidade Congonhas e o muito usado Guarulhos, mas com infraestrutura obsoleta. O emprego do Viracopos como terceira opção para a região da cidade de São Paulo se tornou a experiência mais viável pelo momento, mas não resolve todos os problemas: distância da capital, nem mesmo uma linha de ônibus servindo passageiros há, falta ainda outra pista, emperrada nos laudos de impactos ambientais. Nos últimos dois anos Viracopos se tornou o “hub” da Azul e um centro logístico para o setor cargueiro, aumentando a demanda do aeroporto imensamente, mas sem investimento da INFRAERO (“infrazero” no jargão dos aeronautas) em ampliação. Imagino se construir o Trem de Alta Velocidade, como serão as coisas…
Outro problema que percebi é a falta de investimento na formação do aeronauta. Como querem ser supridos com mão-de-obra qualificada sem não há linhas de créditos para a educação de pilotos, mecânicos, comissários, controladores de voos?  Os estudos de um piloto custa em média R$ 60 mil e gosto pensar que estou viajando em um avião pilotado por gente qualificada. É nossa vida que está em risco. Recentemente a ANAC iniciou um processo de bolsas para piloto, mas os requerimentos são muitos, a necessidade grande e a grana pouca. Creio que deveria ter uma cooperação das grandes companhias aéreas, principais usuárias deste tipo de profissionais, para financiar suas formações.
Ampliar a participação da iniciativa privada, como desestatizar a INFRAERO, investir em pessoas e infraestruturas, garantiria uma solução permanente ao sistema aéreo brasileiro e crescer nossa economia com segurança.
Se todos os setores envolvidos (governo, agências reguladoras e operadoras, companhias aéreas) já sabiam desta espada de Dâmocles, porque não garantiram uma solução?
O governo federal anunciou um conjunto de medidas para evitar caos nos aeroportos nas férias de julho. Entre as ações, estão o reforço das equipes de funcionários da Infraero e de fiscais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) durante o funcionamento dos terminais e o compromisso por parte das companhias aéreas de aumentarem seus efetivos nos horários de pico.

No Aeroporto de Vitória, haverá reforço da equipe para atender às solicitações. Segundo o superintendente da Infraero no Estado, Autemar Lopes de Souza, no mês de julho, quando muitas pessoas tiram férias para acompanhar os filhos no recesso escolar, sempre há aumento na movimentação de passageiros.

Acesse aqui site sobre atrasos nas obras do aeroporto de Vitória

Os funcionários da Infraero, escalados para ajudar e orientar os passageiros, já estão usando os coletes amarelos com os dizeres "Posso ajudar?". Eles podem ficar no quiosque de informações da Infraero ou circulando pelo saguão, nos horários de maior movimentação.

No conjunto de medidas do governo federal, não há proibição expressa à prática de overbooking (venda de assentos superior à capacidade da aeronave). Os fiscais da Anac deverão verificar, nos principais aeroportos, se as empresas estão prestando a devida assistência aos passageiros em caso de atrasos e cancelamentos de voos. 

Além de reforço na equipe responsável pelo atendimento aos usuários, a Infraero, segundo Souza, tem reforço na equipe de técnicos de manutenção, que são responsáveis por manter em funcionamento o sistema de ar-condicionado e esteiras de bagagem. 

Em alguns aeroportos como Guarulhos, Congonhas, Brasília e Galeão, o serviço de internet grátis começará a funcionar a partir do próximo dia 20. O acesso gratuito será permitido por 15 minutos. Os usuários também poderão recorrer aos Juizados Especiais, que funcionam 24 horas em Galeão, Santos Dumont, Congonhas, Guarulhos e Brasília.

Nesses terminais, os passageiros que tiverem problemas poderão tentar um acordo com as companhias aéreas ou abrir um processo judicial contra a empresa. De acordo com o governo, serão distribuídas cartilhas sobre os direitos dos usuários nos balcões de atendimento. 


Plano de voo Internet, cartilhas e juizado também informam procedimentos


"Posso ajudar"? Empregados das áreas de Operações e Comunicação da Infraero, usando coletes amarelos, reforçam as informações e orientações aos passageiros. 

Cartilhas: Nos principais aeroportos brasileiros, os passageiros encontram cartilhas informativas nos balcões das companhias aéreas e da Infraero. Além dos balcões de atendimento, para registrar manifestações os passageiros devem entrar em contato com a ouvidoria da Infraero (0800-727-1234) e com o "Fale com a Anac" (0800-725-4445).

Internet: Será disponibilizado aos passageiros, de forma experimental, o acesso à internet gratuita nas salas de embarque. Inicialmente, o serviço estará disponível apenas em algumas locais:  Guarulhos (SP), Congonhas (SP), Brasília (DF) e Galeão (RJ), pelo período de 15 minutos. 

Juizados: Os passageiros continuarão a contar com o apoio dos juizados que funcionam 24 horas nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, para solucionar eventuais conflitos relacionados a viagens, como preterição, atrasos e cancelamentos de voos, extravio, violação e furto de bagagens, falta de informação, entre outros contratempos.
Dicas para uma viagem mais tranquila
Bagagem:
 Nos voos  nacionais, nas aeronaves com mais de 31 assentos, cada passageiro tem direito a 23 kg de bagagem.  

Despacho:
  Pode-se despachar mais de um volume, desde que o peso total não exceda esse limite. Consulte a empresa aérea sobre a franquia de bagagem para voos internacionais. 

Identificação: 
  Identifique a bagagem.  Evite despachar bagagens que contenham objetos de valor. 

Especiais:
 Passageiros com necessidades especiais (crianças desacompanhadas, gestantes, idosos, lactantes e pessoas com criança de colo, com mobilidade reduzida e portadoras de deficiência) devem informar essa condição com antecedência mínima de 48 horas, para que recebam a devida assistência.

Check-in:
 Apresente-se  no horário indicado. Após o check-in, verifique o horário de apresentação do embarque.

Documentos:
 Verifique a documentação. Informe-se sobre os procedimentos para embarque de crianças e adolescentes com a Vara da Infância e Juventude da localidade do embarque. 

Tranquilidade:
 Artigos esportivos e instrumentos  deverão ser incluídos na franquia de bagagem.

Cuidado:
 Não transporte bagagem que não seja de sua propriedade ou cujo conteúdo desconheça. Observe os avisos escritos a bordo ou transmitidos pela tripulação

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