15 de dezembro de 2011

Nazismo no Brasil

 Reprodução

Nazistas no Brasil após a guerra


Após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, muitos nazistas condenados como criminosos de guerra fugiram para o Brasil e se esconderam entre as comunidades teuto-brasileiras. O caso mais famoso foi de Josef Mengele, médico que ficou conhecido como "anjo da morte" no campo de concentração de Auschwitz. Mengele realizava experiências médicas com seres humanos vivos, sempre sem anestesia, com o propósito de pesquisar o aperfeiçoamento da raça ariana. Uma boa parte das vítimas de suas "experiências científicas" foram anões e irmãos gêmeos. Viveu escondido no interior de São Paulo de 1970 a 1979, quando morreu afogado em Bertioga, no litoral paulista, sem nunca ter sido reconhecido.

 Neo-nazismo no Brasil


As cidades do sul do Brasil formadas com a imigração alemã têm procurando reavivar as suas culturas e tradições como forma de promoção do turismo local. Uma consequência inesperada foi o surgimento de grupos neonazistas, os quais têm feito vítimas nas cidades sulistas e na Região Metropolitana de São Paulo. Registrou-se recentemente o surgimento de um movimento neonazista organizado em nível nacional auto-intitulado "Partido Nacional-Socialista Brasileiro", que atua através de um site na internet para o reavivamento dessa ideologia no país.

Não raro, acontecem alguns crimes envolvendo neo-nazistas nessas regiões. Em 2003, por exemplo, um grupo de skinheads neo-nazistas obrigou dois jovens punks a pular de um trem em movimento em Mogi das Cruzes. Um deles morreu e o outro perdeu um braço. Em São Paulo, o ressurgimento do movimento nazista tem suas origens na década de 1980, quando surgiram os "Carecas do ABC", grupo de extrema-direita que se opunha ao movimento sindical liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, surgido na mesma região.Desde então, a possibilidade de comunicação pela internet ampliou as fronteiras do movimento. O site Valhala88, desativado em 2007, chegou a receber 200 mil visitas diárias por usuários do país.

Segundo a antropóloga Adriana Dias, da Unicamp, estudiosa da questão do neo-nazismo no Brasil, o acalorado debate na eleição presidencial de 2010, deu fôlego ao movimento. Para ela, "a questão do preconceito aos nordestinos (...) vem desde as eleições do Lula. Na eleição da Dilma, isso se radicalizou muitíssimo porque foi levantada a questão do aborto, do casamento gay". Segundo Adriana, há dois grandes grupos etários de neonazistas no Brasil. O primeiro tem entre 18 e 25 anos e o segundo tem entre 35 e 45 anos, e seria o líder do primeiro. Segundo ela, a leitura dos neonazistas é composta por William Patch, Thomas Haden, Miguel Serrano e Olavo de Carvalho.Em relação às bandas, há o Comando Blindado, a banda Zurzir, Defesa Armada e Resistência 88. 

regime nazista de Adolf Hitler tinha como uma de suas maiores ambições criar uma raça “pura”, ariana, para se tornar predominante na Alemanha. Essa missão foi confiada ao médico Josef Mengele, conhecido como Anjo da Morte por escolher quais presos em campos de concentração seriam executados ou serviriam de cobaias para seus estudos. Até hoje, não se tinha conhecimento de que alguma de suas experiências genéticas tivesse sido levada até o fim. Mas o caso de Cândido Godói, no Rio Grande do Sul, por onde ele passou nos anos 1960, pode mudar essa história. No livro Mengele, o Anjo da Morte na América do Sul, o historiador argentino Jorge Camarasa diz que o médico alemão é o responsável pela alta incidência de gêmeos no pequeno município gaúcho – uma ocorrência a cada cinco partos. Na maioria dos casos, as crianças nascem loiras e de olhos azuis, modelo considerado ideal por Hitler.

Por muitos anos, pesquisadores tentaram entender por que Cândido Godói, de apenas 6,6 mil habitantes, registra uma taxa de nascimento de gêmeos tão elevada – a incidência normal é de uma gestação a cada 80. Camarasa diz que o primeiro casal de gêmeos da cidade nasceu em 1963, justamente o ano dos primeiros relatos da passagem de Mengele por aquela região.




MENGELE - O Anjo da Morte, responsável por testes genéticos nazistas, morreu no Brasil em 1979
O médico fugiu da Alemanha logo após a Segunda Guerra Mundial e passou a viver clandestinamente na América do Sul. Depois de viver em uma colônia alemã no Paraguai, passou a fazer viagens constantes a Cândido Godói, também uma comunidade fundada por descendentes de alemães, perto da fronteira com a Argentina. “Há testemunhas de que ele fez o tratamento de algumas grávidas, acompanhou as gestações e deu a elas novos tipos de drogas”, diz o historiador.

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No começo, ele se apresentou na cidade como veterinário e até fez alguns experimentos de inseminação artificial em vacas, mas depois tornou-se uma espécie de médico rural. “Todo mundo se lembra de que ele costumava tirar sangue das pacientes e guardar amostras’, afirma Anencir Flores da Silva, médico e ex-prefeito de Cândido Godói que se dedicou a investigar a passagem de Mengele pela cidade. O agricultor Aloísio Finkler diz que se lembra das visitas do médico. “Ele parecia ser um homem culto e digno”. Mengele morreu no Brasil, em 1979, sem ter sido julgado por seus crimes cometidos durante o nazismo.
 



  • Bruno G. Moraes | SP / Sete Barras | 25/03/2010 18:37
    A VERDADE SOBRE OS GÊMEOS DE CANDIDO GODÓI
    Por: Anencir Flores da Silva Médico de Candido Godói, um dos autores do livro “Meus Dois Corpos”. A declaração de Jorge Camarasa, escritor argentino, de que o médico nazista Josef Mengele, teria feito experimentos em mulheres baseada em relatos do médico Anencir Flores da Silva de Candido Godoi não é verdadeira. Eu, Dr. Anencir nunca falei isso. A prova disso está no livro “Meus Dois Corpos” lançado em 2007, antes portanto do lançamento do livro do Camarasa. O livro “Meus Dois Corpos” de Anencir Flores da Silva (médico) e Jacinto Anatólio Zabolowski (advogado), explica por testemunhos, reportagens e fotos que se tratava de uma espécie de organização cuja equipe chefiada por Mengele, era formada por um falso dentista que tratava dentes e que tirava sangue das pessoas. Pois este tinha um laboratório no interior de um veículo fechado. Havia também um Curandor, que se apresentava como médico, dava remédios, chás etc e curava feridos com um líquido que ele teria trazido a fórmula da Alemanha. E havia também, um Mascate que vendia roupas nas casas, suspeita que este seja o sujeito que selecionava os casais para estudos. Todos eram alemães mas nenhum dos três era Mengele. O livro “Meus Dois Corpos” foi escrito recolhendo informações, reportagens, fotos por 10 anos e lançado em Outubro de 2007 na Feira do Livro em Porto Alegre. Durante este período os testemunhos eram vivos. Hoje muitos. http://seteantigoshepta.blogspot.com/2009/02/navegue-pelo-site-com-facilidade-use.html
  • Otmar Lunkes | RS / Porto Alegre | 07/01/2010 15:07
    Incidência dos Gêmeos de Cândido Godói, RS
    Sou Natural da cidade de Cândido Godói, localidade rural, de origem alemã, sou gêmeo, nscido em 1954, tenho mais irmãos gêmeos nsascidos em 1953, período este antes da passagem do Dr Mengheli pelo local. No início dos anos 60, passou em nossa localidade um veterinário, que avaliou o gado e até recomendou tratamento para alguns animais. Considero uma irresponsabilidade, que este autor argentino faz, em seu livro, considerando que esta incidência dos gêmeos nesta cidade, seria fruto de experîência genética nazista. Eu tinha em torne de 7 a 8 anos de idade, meus irmãos 10 a 11 anos, quando da passagem do "veterinário" pelo local. Josef Mengele era um médico alemão nascido em 1911 que adentrou para o nazismo de Hitler, atuando marcadamente durante a II Guerra Mundial, que durou de 1939 a 1945.
    Mas Mengele não era um médico comum, que cuidava dos nazistas adoecidos. Suas funções iam muito mais além, quase além do imaginável.
    Josef Mengele exercia seu “trabalho” em um campo de concentração vizinho ao famoso Auschwitz. Lá, era conhecido como “O Anjo da Morte” – percebe-se que os apelidos para médicos e enfermeiros “do mal” não primam pela originalidade.
    Mas Mengele sim, era original. Seu tempo era gasto pensando em experiências para realizar com prisioneiros. Alguns dos experimentos do médico alemão:
    - injetar tinta azul no olho das vítimas (o nazismo buscava a raça perfeita – que, na opinião deles, era branca, loira, de olhos claros);
    - unir gêmeos através de suas veias, tentando criar siameses (para quê?!);
    - manter pessoas em tanques de água gelada ou fervente, para testar a resistência;
    - inoculação de vírus;
    - manter prisioneiros de cabeça para baixo por horas;
    - mutilação de órgãos sexuais;
    - amputação de pernas para observar a regeneração etc.
    Os que sobreviviam às experiências, eram logo assassinados para dissecação e mais observações. Muitos, posteriormente, tinham seus restos mortais dissolvidos em ácidos, restando apenas os ossos.
    vítimas de Mengele
    vítimas de Mengele
    Interessava a Josef Mengele, especialmente, o estudo de pessoas com alguma anormalidade, como anões, portadores de síndrome de Down etc.
    Com o pressentimento de que a Alemanha perderia a guerra, muitos campos de concentração começaram a ser parcialmente destruídos, para sumir com as provas dos atos bárbaros que lá ocorriam.
    Mengele fugiu de seu campo poucos dias antes dos russos invadirem-no. Acabou sendo capturado em outro campo, mas usava identidade falsa. Ficou algum tempo preso.
    Após o fim da guerra, seu título de médico foi cassado.
    Josef Mengele fugiu para a Argentina. No entanto, quando o serviço secreto judeu capturou outro nazista famoso (Adolf Eichmann) neste país, Mengele fugiu para o Paraguai e, depois, para o Brasil, em 1961, aqui passando por várias cidades.
    Aqui, dizia se chamar “Peter Gerhard” e viveu modestamente, embora recebesse dinheiro do exterior (sua família tinha uma indústria na Alemanha). “Seu Pedro”, como também era chamado, dizia ser um ex-oficial, mas para desconhecidos dizia que nunca havia matado ninguém na Guerra, que sua função era apenas “selecionar pessoas aptas para o trabalho” (embora fizesse isto também, só que, nesta escolha, os não-selecionados iam para a câmara de gás).
    Era calado, pouco falava o português e passava boa parte do tempo em atividades de jardinagem, em sua casa. Tinha medo de sair de casa e raramente falava do seu passado.
    Enquanto isto, era procurado em todo o mundo, pelos “caçadores de nazistas”.
    Morreu em 1979. Aparentemente, estava no mar e teve um derrame. Estava em uma praia de Bertioga (SP), com conhecidos seus, austríacos – um casal que havia ajudado Mengele em sua estadia, mesmo tendo tomado conhecimento de quem ele era – alegam que, quando descobriram quem era, já tinham feito amizade e ficaram com medo de denunciá-lo. Nesta época, usava a identidade falsa de outro conhecido, Wolfgang Gerhard.
    Mengele no Brasil
    Mengele no Brasil
    A polícia alemã só descobriu que Mengele estivera no Brasil em 1985, e a investigação levou ao casal de amigos, que confessou e apontou o túmulo. Uma exumação de “Wolfgang Gerhard”, em 1985, confirmou que tratava-se, efetivamente, do médico nazista. A análise foi confirmada por DNA, anos depois. Um jornalista americano escreveu: “talvez a Segunda Guerra Mundial tenha acabado na praia de Bertioga”. Uma grande polêmica, surgida há algum tempo, é se seria ético utilizar os dados das pesquisas de Josef Mengele para algo produtivo. Contudo, segundo alguns, a discussão é inócua, já que suas pesquisas carecem de parâmetros científicos, isto é, seriam, em boa parte, inúteis.
    Recentemente, um livro atribuiu a experiências de Mengele a elevada quantidade de gêmeos em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, Cândido Godói.
    *
    Que fique bem claro ao leitor: Josef Mengele não foi o único dos médicos nazistas a realizar experiências sádicas, a matar pessoas. Outros médicos nazistas também ficaram famosos por usar a Medicina para trazer dor, e não alívio, médicos como Carl Clauberg, Aribert Heim, Karl Brandt e até uma mulher, Herta Oberheuser. Aliás, segundo alguns relatos, outros seriam até mais sádicos que Mengele, se é que seja possível imaginar o que isto significa.
    Mengele e estes outros médicos não eram loucos que se aproveitavam de cativos para colocar seus impulsos sádicos em ação. Toda a Medicina nazista era perpassada pela ideia da produção da “raça pura”. Os superiores de Mengele e destes outros médicos não apenas sabiam o que faziam, como apoiavam a incentivavam.
    Mengele (E) e mais dois oficiais
    Mengele (E) e mais dois oficiais
    Escolhemos Mengele para exemplificar os médicos nazistas porque Mengele é um dos raros que chegou a causar algum terror no Brasil.

    Irma Grese - "A Bela Besta"

    Resumo:
    Irma Grese (Wrechen, 7 de outubro de 1923 — Hameln, 13 de dezembro de 1945) foi uma supervisora de prisioneiros nos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, Bergen-Belsen e Ravensbruck, durante a Segunda Guerra Mundial. Apelidada de "A Cadela de Belsen" pelos prisioneiros deste campo por seu comportamento sádico e perverso, foi uma das mais cruéis e notórias criminosas de guerra nazistas, executada na forca pelos Aliados ao fim do conflito.

    Filha de um leiteiro filiado ao Partido dos Trabalhadores Alemães Nacional-Socialistas e de u'a mãe suicida, Irma deixou a escola aos quinze anos de idade, devido ao pouco empenho aos estudos e a seus interesses fanáticos em participar da Bund Deutscher Mädel (Liga da Juventude Feminina Alemã), que seu pai não aprovava. Entre outras atividades, trabalhou dois anos num sanatório da SS e tentou, sem sucesso, se formar como enfermeira.

    Em 1942, com 18 anos, se apresentou como voluntária para treinamento no campo de Ravensbruck, o que fez com que fosse expulsa de casa pelo pai, contrário a este trabalho. Ente 1943 e 1945, ela atuou em Auschwitz, Ravensbruck e Bergen-Belsen, tres campos nazistas de extermínio, sendo presa em 15 de abril de 1945 pelos britânicos no último deles, junto a outros integrantes da SS.

    Irma foi um dos principais réus no julgamento de criminosos de guerra de Belsen, realizado entre setembro e dezembro de 1945. Sobreviventes dos campos testemunharam contra ela, acusando-a de assassinatos e torturas. Sempre usando pesadas botas, chicote e um coldre com pistola, entre outros atos Irma era conhecida por jogar cachorros em cima dos presos para devorá-los, assassinar internos a tiros a sangue frio, torturas em crianças, abusos sexuais e surras sádicas com chicote até a morte. Em seu alojamento após a captura do campo, foram encontrados abajures com as cúpulas feitas de pele humana, de tres prisioneiros judeus assassinados e escalpelados por ela.

    Condenada à forca - aos 22 anos a mais jovem condenada à morte sob leis britânicas no século XX - foi executada na prisão de Hameln, Alemanha, em 13 de dezembro de 1945 e suas últimas palavras ao carrasco foram: "Schnell!" (Rápido!).

    CRIANÇAS DA JUVENTUDE HITLERISTA - PRES. BERNARDES - SP- 1930  


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